É preciso escrever. Tenho moinhos para ser minuciosamente
decifrados e interpretados por mim. Tenho também a ousadia de ter uma
imaginação fértil que tiram a órbita da minha realidade.
É
preciso escrever um texto “são” com palavras que traduzam meu “eu” e resolva os
meus problemas. Mas qual a lógica de imergir no âmbito da literatura e não
mergulhar nas maravilhas dos contos de fadas com seu “felizes para sempre!” ?
Ah, mais
que mundo cruel e duvidoso! Oferece-me ousadias, mas me dá incompreensões. O que é preciso para desvendar-me?
Rabiscar
folhas com caneta preta não traz a serenidade da perfeita tradução, pelo
contrário, surge a maldita falta de inspiração: “Como escrever minhas emoções?”. Há quem dirá que é melhor senti-las. Outros, por não saberem responder essa incógnita
preferem ficar quietos.
E nesse
vai e vem de perguntas que não tem uma resposta definida, eis que me silencio. Talvez
a resposta que procuro está em escutar a mim mesmo.
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